A lista do PS às eleições europeias é liderada por Marta Temido, ministra da Saúde do governo de António Costa durante a crise da pandemia de Covid-19. Francisco Assis, no segundo lugar, já ocupou o lugar de deputado no Parlamento Europeu entre 2004 e 2009 e, novamente, entre 2014 e 2019, altura em que se apresentou como cabeça de lista do partido. Em terceiro lugar vem outro elemento do último governo PS: Ana Catarina Mendes, ex-ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares.
No Parlamento Europeu, o Chega está integrado no grupo político Identidade e Democracia (ID), que integra partidos como a Lega italiana de Matteo Salvini ou a Rassemblement national de Marine Le Pen. Até recentemente também a AfD, partido de extrema direita alemão, fazia parte deste grupo, mas foi expulso na sequência de declarações do seu cabeça de lista a estas eleições, afirmando que nem todos os membros das SS Nazis eram criminosos. André Ventura disse não se rever nestas declarações, afirmando que deste episódio pode até resultar uma aproximação entre ID e Conservadores, outro grupo da direita radical no Parlamento Europeu onde, por exemplo, se encontra o Vox espanhol.
C’est Karma, de 22 anos, lança esta sexta-feira, dia 31 de Maio, a música Pop inspirada no Fado “Maria João” com as Fado Bicha. Encontras o emocionante videoclipe no final deste artigo.
Uma retrospectiva do estado da condição das mulheres na UE antes das Eleições Europeias
Um artigo da Bloomberg publicado no mês de Maio revelou que, actualmente, a Irlanda e o Luxemburgo não têm nenhuma mulher em cargos de direcção de empresas, e apenas 8% dos directores das maiores empresas da União Europeia, em 2023, eram mulheres. Já a nível nacional, um artigo do Diário de Notícias de Março informa que as mulheres ocupam menos de um terço dos cargos de gestão e liderança nas empresas em Portugal, acrescendo que "a presença feminina nas empresas diminui à medida que a responsabilidade dos cargos aumenta". De apontar que, segundo os dados mais recentes (Pordata), em 2022, as mulheres representavam 52,3% da população residente em Portugal.
Foi aprovado no passado dia 11 de Maio o programa do LIVRE para as Europeias 2024, que tem como lema “Por uma Europa unida e LIVRE”. Nas suas páginas, é possível encontrar 18 grandes eixos, tais como a migração e asilo, a habitação, a igualdade e justiça social, entre outros.
Os retrocessos estão a prejudicar o progresso alcançado em direcção à igualdade de direitos para as pessoas LGBTI, afirmou hoje a ILGA World, à medida que as vidas de lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais continuam a estar no centro dos debates jurídicos em todo o mundo.
A candidatura da AD ao Parlamento Europeu é formada, à semelhança das últimas legislativas, por três partidos: PSD, CDS e PPM. Os dois primeiros filiam-se, a nível europeu, no grupo do PPE – Partido Popular Europeu, enquanto o PPM (que nunca elegeu um eurodeputado – nem o fará, previsivelmente, desta vez) pertence ao Movimento Político Cristão Europeu. Nas últimas eleições europeias em 2019, o PSD elegeu cinco eurodeputados – numa lista encabeçada por Paulo Rangel – e o CDS apenas um, o actual ministro da Defesa, Nuno Melo.
Deixamos o alerta às comissões de organização das próximas marchas do Orgulho: membros da associação de extrema-direita “Habeas Corpus” têm usado as redes sociais para deixar mensagens intimidatórias e ameaças de confrontação nos eventos a ter lugar em Junho. Apesar de a promoção do medo ser uma das artimanhas a que estes grupos mais recorrem, acreditamos que não se deve incorrer em riscos desnecessários.
No passado dia 29 de Abril o Bloco de Esquerda apresentou ao Tribunal Constitucional o manifesto eleitoral e lista de efetivos do partido a concorrer às eleições europeias de 9 de Junho. Com o lema “Europa por ti: Por uma Europa ecológica, justa, solidária, feminista, aberta ao mundo e de Paz”, a cabeça de lista do partido, Catarina Martins, antiga coordenadora nacional do partido, defende o manifesto eleitoral do Bloco de Esquerda e a importância da disputa nas eleições europeias “uma disputa por democracia, por Estado Social, por responder aos grandes desafios do nosso tempo, do clima, da paz, das condições concretas, da vida das pessoas, desta ideia de comunidade que nos pode permitir a todos um futuro melhor", em entrevista para o site Esquerda.net.
João Costa, Professor Catedrático de Linguística na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, ex-Secretário de Estado da Educação e Ministro da Educação entre 2015 e 2024, publica o Manifesto pelas Identidades e Famílias: Portugal Plural um Manifesto de defesa da liberdade (ed. Ideias de Ler), da diversidade e dos direitos fundamentais, contra os movimentos conservadores que reemergiram em Portugal e que atentam matérias como os direitos das mulheres e a constituição de famílias.
A frase, que está a tomar conta da imprensa italiana, foi dita pelo Papa Francisco num encontro à porta fechada com bispos italianos, na passada segunda-feira, dia 20 de Maio.
O meu nome é João Caldas, conhecido por ser um defensor dos direitos das pessoas que usam drogas e experiência na área de redução de danos. Mas também sou, e provavelmente muito mais conhecido, como o meu alter ego, Mary Poppers. Uma drag de barba, tanto divertida como agressiva, sex and body positive, com uma postura política fincada na existência como resistência. E hoje falo convosco sobre tudo isto, mas trago para a mesa um assunto que me tem inundado a cabeça, sobre o qual ainda estou a criar pensamentos e diálogos, criados muitas vezes pelo João e pela Mary; o não binarismo como identidade de género.
Entre os dias 6 e 9 de Junho de 2024, quase 400 milhões de pessoas nos 27 Estados-Membros são chamados a votar nas eleições europeias - em Portugal as eleições estão marcadas domingo, dia 9 de Junho. Para informar melhor os cidadãos da União Europeia (UE) e incentivá-los a votar, o Parlamento Europeu preparou uma campanha que apela ao voto em defesa da democracia.
Em 1996, estava eu na flor da minha juventude, a transição da escola secundária para a universidade desdobrava-se perante mim. As ondas das rádios eram dominadas por melodias de Nirvana, REM e Pedro Abrunhosa, cujo álbum "Viagens" de 1994 ainda ressoava nos meus ouvidos. Do outro lado do Atlântico, emergiram outras sonoridades em língua portuguesa, impregnadas de humor e crítica social, que me tocavam profundamente, em sintonia com aquele tempo de esperança e uma ânsia voraz de descobrir o mundo e alargar os meus horizontes.
A história da discriminação e do preconceito é algo complexa e nem sempre se apoia numa base de invisibilidade. Muitas vezes a própria arte e a literatura acabavam por criar discriminação, advertidamente ou inadvertidamente, através por exemplo da perpetuação de estereótipos e caricaturas e de representações negativas e moralizantes.
O invisível não é reconhecido a olho nu. Houve um tempo em que armas eram somente um desejo. A batalha contra o inimigo invisível estava perdida. Estamos nos anos 90. O espelho não reconhece o teu corpo. As roupas caem das molas dos teus braços. Definhas. Vai correr tudo bem. Digo-te. Vai correr tudo bem. Existem poucas armas. A certeza é somente um poema. Mas a batalha continua. Está um frasco de álcool pousado na bancada da cozinha. Olho-te. Sinto-me sujo. Dizes. Sinto-me sujo. As nossas lágrimas dançam juntas em silêncio. Estou estragado. Dizes. Estou estragado. Um papel branco pousa sobre a mesa.
A SOMA Cultura é uma associação cultural fundada pela argentina Aixa Figini, a luso-brasileira Maria Kopke e a afegã Saghar Hamidzade. Estas três mulheres de diferentes áreas profissionais conheceram-se em Lisboa e começaram a trabalhar juntas, motivadas pela crença no poder transformador da arte e na importância de construir uma sociedade que abrace e celebre a sua multiculturalidade.
Cinco histórias reais registadas em vídeo dão corpo à nova campanha do CAD - Centro Anti-Discriminação VIH e Sida (GAT e SER+), que tem como objetivo dar a conhecer a evidência científica de que pessoas que vivem com VIH não transmitem o vírus quando estão em tratamento, por terem carga viral indetectável.