“Fazer festa nos 50 anos do 25 de Abril é celebrar a inquietude perante a exclusão. É saber que vivo num país melhor, muito melhor, mas que ainda não é de todos e para todos. É saber que enquanto houver segregação, pobreza, desigualdade, exclusão, o caminho está aqui para ser trilhado. É cantar por cada passo dado, com os olhos postos em todos os impossíveis que ainda estão por desbravar.”
Realizado no final do Verão, o “Benidorm Pride Festival” - denominado como “European Summer Closing Pride” - é o último evento de verão do calendário LGBT e um dos mais bem-sucedidos da Europa, com pessoas de todo o mundo a viverem esta experiência única na cidade conhecida como a “Nova Iorque do Mediterrâneo”.
Há algum tempo que desejo entender melhor a origem do Mês do Orgulho ou Pride Month. Ao fazer pesquisas aprendi um pouco sobre uma figura muito importante deste mês no qual se celebra a diversidade: Marsha P. Johnson. Muitos conhecem a sua figura, mas mais interessante é conhecer a sua história e o seu papel para o mundo LGBTQIA+.
“A história da homossexualidade é a história de tudo quanto foi infligido às pessoas homossexuais a pretexto de o serem, mas é, no mesmo pé, a história de todas as formas pelas quais elas reagiram e se defenderam, construindo e reconstruindo contra-identidades de resistência.”
Sendo português e vivendo em Portugal, tendo nascido em 1985 e olhando para os dias de hoje, posso afirmar, categoricamente, que Portugal evoluiu significativamente na defesa dos direitos LGBTI+.
Lançado em Abril do presente ano, o livro “Os 99 namorados de Micah Summers” é da autoria de Adam Sass, com tradução de Pedro Póvoa e edição pertencente à Secret Society. A obra, de 400 páginas, tem uma capa e design da mesma (a par do marcador no seu interior), bastante atractiva e de uma beleza diferenciadora.
Ah, o Mês do Orgulho. O mês mais colorido do ano – em teoria.
Na prática, nem sempre me é fácil ver para além dos tons acinzentados, face à rota distópica em que nos encontramos. Entre a ascensão da extrema-direita na Europa, um genocídio a acontecer na Palestina com impunidade para Israel, e uma notícia nova todos os dias sobre como estamos a tornar o planeta cada vez mais inabitável, quase que me esqueço quais são as cores do arco-íris.
O que estou a sentir é normal? Estas mudanças são normais? Eu sou normal? Como sei se estou a fazer as escolhas certas? Como me devo comportar? Como corrijo os erros que cometi?
- Erika Moen, Vamos Falar sobre Aquilo (Booksmile, 2024)
No passado Sábado, por ocasião da apresentação do livro "O avô Rui, o senhor do Café" em homenagem a Rui Nabeiro, na Fnac do NorteShopping, a escritora Mariana Jones foi alvo de intimidação e ameaças por parte de elementos do grupo de extrema-direita "Habeas Corpus", relacionadas com outro livro da sua autoria "O Pedro gosta do Afonso". Encabeçadas pelo seu líder, o ex-juiz negacionista Rui Fonseca e Castro (recorde-se, foi expulso da sua actividade pelo Conselho Superior da Magistratura, por incentivar nas redes sociais, nessa qualidade de juiz, entre outros, à violação das regras sanitárias relativas à pandemia da covid-19), estas pessoas interromperam a sessão, assediando a escritora, chamando-a de "promotora da homossexualidade infantil e pedofilia".
A historiadora Ana Rodrigues Oliveira acaba de publicar Portugal - Uma História no feminino, pela editora Casa das Letras. A História de Portugal foi sempre dada no masculino e os principais autores foram sempre homens. Nas escolas as alunas são confrontadas com uma raríssima e capilar presença feminina, reificando a ideia de que a História é feita só por Homens. A edição deste livro representa um marco fundamental para outras leituras da História num trabalho que retrata o papel decisivo das mulheres da fundação do país como D. Teresa (séc. XI-XII), mãe de D. Afonso Henriques até à única primeira-ministra que o país teve, Maria de Lourdes Pintasilgo (séc. XX).
Com base na personagem Antígona, de Sófocles, Judith Butler disserta sobre o poder do Estado, a subversão de género e do parentesco. O poder do Estado, representado por Creonte, surge como contraposto às leis morais, familiares e divinas, representadas por Antígona, levando-nos a questionar a legitimidade ética das várias dimensões.
Este livro de Bruno Magina e com ilustrações de Joana Santos é escrito em forma de diário, do ponto de vista de Alex. Alex é um rapaz, que está a passar o verão em casa da avó, longe de Lisboa e é num parque que conhece Joana, que lhe pergunta se podem jogar à bola.
Um abraço é a forma humana mais perfeita que existe. Os corpos encaixam um no outro. Sentem o cheiro um do outro. O calor. A vulnerabilidade. O medo. Num abraço silencioso dizes absolutamente tudo, sem desperdiçar uma única sílaba. O que precisamos é de mais abraços. Algures no tempo, alguns de nós sentimos a fragilidade nos braços, sem que do outro lado tivesse existido um conforto. A comunidade LBGTQ+ precisa abraços.
O Orgulho LGBTI+ na Europa começou já em Maio, por isso se ainda queres ir a alguma destas celebrações é melhor começares a planear a tua viagem rapidamente!
“— Só estou... Não sei bem como é que se faz isto. Fazer a nossa própria Marcha, quero dizer. Encolhi os ombros e tentei não parecer embaraçada, mas o Norman fez-me sinal para que me deixasse disso, o que me fez sorrir. — Que disparate! Não precisam de muito. Tudo o que precisam é de querer fazê-la. Querem? - Todos anuímos, e o Norman levantou as sobrancelhas com um único aceno de cabeça, como se o caso estivesse encerrado. — Bem, aí está! É assim que se começa! Estas Marchas do Orgulho que se vêem por todo o mundo, sim, a maior parte delas são enormes e caras, mas no início o objectivo nunca foi esse. A Marcha do Orgulho era sobre defender aquilo em que se acredita. Tratava-se de defender os direitos de toda a gente, independentemente de quem são e de quem amam. Era sobre protestar e dizer às pessoas: «Estamos Fartos da forma como tratam a nossa comunidade e não o vamos tolerar mais!»”
- Benjamin Dean, Um Plano Secreto Brilhante (Booksmile, 2024)
O perfeito equilíbrio entre ser a música que damos por nós a trautear em todo o lado e a banda sonora de qualquer um dos nossos dias menos positivos - assim é “Sozinho”, o primeiro single de Hayden.
Um namorado para levar, Please! é uma comédia romântica alegre e sentida de Sher Lee. Podemos dizer que contém uma mistura de Heartstopper e de Crazy Rich People (filme de John Chu, 2018).