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“Era óbvia a natureza homossexual de Fernando Pessoa”

"Ele nunca teve mulher, ou homem. Acho que era mais ou menos óbvia a natureza homossexual, mas não existe uma foto, um depoimento, nada que o explicite." A frase é do brasileiro João Paulo Cavalcanti Filho, autor do livro "Fernando Pessoa- Uma Quase-Autobiografia", que acaba de ser editado em Portugal pela Porto Editora.

 

"Quem sabe se hoje, com outros padrões morais, fosse diferente. No entanto, ele tinha vários amigos homossexuais assumidos e publicou com dinheiro dele, na Olissipo, livros de dois: o Raul Leal e o António Botto", detalhou o investigador numa entrevista ao semanário Sol. Este livro, com quase 700 páginas, acaba de receber o Prémio Bienal de Brasília.

 

Já antes, noutra entrevista ao jornal brasileiro O Globo, o autor tinha sido mais directo a abordar a questão da homossexualidade de Fernando Pessoa. "Essa tendência [homossexual] atravessa os heterónimos, sobretudo Álvaro de Campos, que era assumidamente gay. Acredito que se ele vivesse nos dias de hoje talvez se assumisse", disse então. "Ele tinha um amigo, António Botto, que era homossexual assumido, apesar de casado. Ele contava ter ficado assustado com o tamanho do pénis de Pessoa, que seria muito pequeno. Não tenho como provar, mas minha explicação é que por isso o poeta não tinha coragem de se expor perante as mulheres", detalhou.

 

4 comentários

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    Murilo 01.05.2012 13:54

    Olha... sem ofensas, mas afirmar que Pessoa era tão religioso assim beira a ignorância...

    Que é que tinha demais, o homem ser homossexual? Nada, absolutamente nada, muda a genialidade de sua obra, e da obra de seus heterônimos, fossem quem fossem e como fossem!
  • Sem imagem de perfil

    Santofer 01.05.2012 19:58

    Murilo,
    Você está enganado. Não é ignorância, não. Eu conheço muitíssimo bem Fernando Pessoa e garanto que ele era um Mestre espiritual, com uma poderosa intuição do divino, tendo contatos transcendentais com os Mestres da Grande Fraternidade Branca, como Jesus Cristo, Buda, El Morya, etc.. Ele não era religioso no sentido exotérico do termo, tendo-se afastado da religião tradicional, de toda a igreja organizada, de que desconfia por lhe parecer que mais distancia do que aproxima da Verdade, por ele sempre procurada por uma via pessoal, por um esforço solitário, por um Calvário interior.
    Quanto à sua questão da homossexualidade, é o próprio Cavalcanti que responde (não leu logo no inicio deste artigo?): ""Ele nunca teve mulher, ou homem ...".
    Fernando Pessoa não era nada do que José Paulo Cavalcanti Filho anda por aí a propalar e escreveu no seu livro. Quando ele diz "Pessoa não tinha imaginação", porque alguns dos personagens dos seus poemas têm o nome de pessoas que existiram na vida real, está cometendo o maior erro de interpretação. As pessoas com esses nomes nada têm a ver com as características das personagens da sua obra literária, poderemos até considerar simpático FP ter usado os nomes deles, como uma homenagem. Também dizer que "tinha natureza homossexual", que não conseguiu provar, é uma cretinice, uma vez que Pessoa era um Mestre Espiritual, um Ser santificado e puro, que morreu virgem. Julgo que o autor José Paulo Cavalcanti Filho andou procurando as possíveis mazelas de Fernando Pessoa para pôr a nu aquilo que é impossível num homem incorruptível, como mostrou o seu corpo quando passados 50 anos se manteve intacto, após ser exumado.
    Se ele tivesse sido católico estaria já beatificado e tornado santo.
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    Jose Silva 28.06.2019 15:19

    Eu até posso acreditar que o Fernando Pessoa Ortónimo não era homossexual, já o mesmo não posso dizer dos seus heterónimos. Quanto à sua "santidade" basta ler os poemas em que fala mal - eufemismo meu - de Deus, da religião, da Igreja Católica. Todos os textos estão de livre acesso na sua Obra Édita gerida pela Casa Pessoa. Quanto à incorruptibilidade do corpo dele - sendo verdadeira - deve-se ao grande emborcamento diário do mesmo.
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