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Muçulmanos e homossexuais: do Mr. Gay Dinamarca ao “I am Gay and Muslim” neste QueerLisboa

Não tem havido sinais de grande proximidade entre a religião muçulmana e as questões dos direitos das pessoas LGBT, mas o tema está a suscitar interesse, seja na vida real, seja no cinema.

Há cerca de um ano a revista Charlie Hebdo causou acesa polémica quando mostrou na capa a caricatura de dois homens com vestes muçulmanas a beijarem-se. No mês passado, na Dinamarca, Michael Sinan (na foto), vencedor do concurso Mr. Gay daquele país, assumiu-se homossexual. Em entrevista ao ao site italiano Il grande colibri, declarou: "Não frequento mesquitas em Dinamarca. Não gosto da atmosfera nessas comunidades. Tenho muitos amigos muçulmanos que são muitos compreensivos em relação à minha homossexualidade. Não me tratam de uma forma diferente, de todo. No entanto, são muito cuidadosos em relação ao que "gostam" na minha página do Facebook. Infelizmente, têm medo do que os outros possam pensar (...) Participei no concurso de Mr. Gay porque queria mostrar às pessoas homossexuais e heterossexuais que os gays muçulmanos existem, e que estou orgulhoso de ser um deles. E para além disso, que existem muçulmanos modernos, mesmo heterossexuais."

No cinema, a temática desta luta interior entre o Islamismo e a homossexualidade não tem sido nova, basta lembrar o documentário como "A Jihad for Love" de Parvez Sharma (2007). Mas o tema estará também presente na competição nesta 16ª edição do festival Queer Lisboa em “I am Gay and Muslim" de Chris Belloni (2012). Este é um documentário que aborda a vida de jovens marroquinos e da sua dificuldade em conciliar a sua religião com a sua sexualidade. A fita tem exibição marcada para o próximo dia 22 de Setembro às 15h, na sala 3 do Cinema São Jorge. 

 


 

André Gonçalves

 

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3 comentários

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    Sérgio Vitorino 31.08.2013 23:22

    Mesmo sabendo que é verdade que na maior parte dos países muçulmanos existem sérios problemas com a temática, e que em vários deles a criminalização persiste, é importante não generalizar, pois isso não ajuda em nada os activistas lgbt locais, que em alguns dos países muçulmanos (ex Turquia, Líbano) têm conseguido avanços muito importantes pois existem lá movimento lgbt muito fortes e amplos, e legais. Já agora, o realizador Theo Van Gogh, cujo assassinato - um acto político - por um fundamentalista islâmico foi uma tragédia inaceitável tinha um discurso racista e xenófobo sobre os imigrantes muçulmanos na Holanda. Creio que foi mais isso que lhe custou a vida - e aquilo que se pensa, por mais errado, nunca deve custar uma vida... mas quem semeia ódio... às vezes vê-o crescer e virar-se contra a sua fonte. Lembro que o "fundamentalismo", podemos encontrá-lo no mundo islâmico, entre os católicos - icar, ortodoxos (veja-se o patriarca russo a justificar ideologicamente a repressão da homossexualidade por Putin), evangélicos ou outros -, budistas (na Birmânia, budistas têm perseguido e morto a minoria muçulmana) e também no judaísmo. O sionismo é claramente uma distorção fundamentalista. Mas se há interpretações fundamentalistas de todas as religiões, não me recordo de ouvir generalizações sobre nenhuma delas como as que se fazem ouvir injustamente sobre o Islão. O integrismo islâmico é minoritário. Assim como o fundamentalismo de uma Opus Dei não representa o conjunto dos católicos.
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    Amigo de Israel 16.09.2013 12:52

    Então o Theo Van Gogh, ao mostrar os FACTOS, "semeou ódio"... Peculiar senso moral que o Ocidente hoje em dia adoptou. Não se pode mostrar verdades se estas aborrecerem os muçulmanos! Todas as religiões têm os seus radicais, mas os muçulmanos matam e torturam, praticam a mutilação genital feminina, "casam" meninas a partir de 1 ano com homens que não as poupam a uma "noite de núpcias", escravizam, decapitam apóstatas e infiéis, enforcam homossexuais, etc., etc., etc... O fundamentalismo islâmico mata mais gente num ano do que a Inquisição matou em 350. Veja-se p. ex. www.thereligionofpeace.com ou www.jihadwatch.org. Apenas para citar dois. Na Europa já há patrulhas islâmicas pelas ruas de muitas capitais, a espancarem homossexuais, pessoas que frequentem bares, roupas «impróprias», etc..
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