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Qüir acabou

O projecto Qüir chegou ao fim. "Temos lutado, mas as circunstâncias não nos permitem continuar este projecto com o empenho que ele merece. Por este motivo, e acima de tudo com muito respeito pelos nossos leitores, comunicamos o seu encerramento", avançaram os responsáveis do projecto no próprio site.

A revista dirigida ao público LGBT começou a ser publicada em papel, com periodicidade bimestral, em Maio de 2012. Já em Março deste ano a edição em papel foi suspensa, ficando apenas com uma versão digital.

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Nuno 29.11.2013 01:35

    Caro Filipe,

    Discordo mas respeito a sua opinião.

    Sendo eu madeirense assumido a minha orientação (homossexual) sexual desde 2001 (aquando do início da discussão pública sobre a Lei da União de Facto) perante a Família e Amigos não compreendo o medo da comunidade em causa assumir-se.

    Apesar da minha “saída do armário” ter alguma antiguidade e consequentemente considerar-me feliz numa relação monogâmica com oito anos com meu companheiro, quer a nível micro quer a nível macro, economicamente falando, no meu cartão de identificação civil(1) nada consta sobre a minha orientação sexual, nem sobre a minha crença religiosa nem tão pouco a cor política. Quando eu falo com pessoas não tenho que dizer em “primeira mão” que sou homossexual (…), apenas identifico-me com o meu nome próprio tal como consta no meu doc.(1) pessoal. Somente caso as pessoas me questionam directamente, raras vezes devo confessar, é que digo a verdade, olhos nos olhos.

    Vamos regularmente tomar refeições e/ou momentos sociais com os diversos parentescos da nossa Família e/ou Amigos. Fazemos um vida normal.

    Sou feliz e a minha Família contente por ver-me feliz, inclusive a minha Mãe já disse várias vezes que gosta do meu companheiro. A minha sogra também já disse-me que gosta de mim. Partilhamos também fotos, comunicações, férias, religião, momentos bons e maus.

    Tudo o que um ser humano deve fazer em Família.

    Tudo tem que ser partilhado com transparência, honestidade e humildade em local e tempo próprio.

    Quem mente, engana-se a si próprio antes de enganar o próximo.

    No entanto, não sou perfeito nem tão pouco modelo para ninguém, apenas saboreio a vida diariamente com humildade, sendo feliz fazendo os outros felizes.

    Se possível, gostaria de vos transmitir isto: quanto mais cedo assumir internamente a orientação sexual melhor é a inclusão familiar e/ou externa. Digo isto por experiência própria.

    Quem não deve, não teme. Melhor dizendo, é livre!

    Ainda assim, acredito que em Portugal melhores dias virão.

    Paz & Amor!!
  • Sem imagem de perfil

    Filipe 29.11.2013 18:45

    Dou-lhe os parabéns pela coragem, transparência e honestidade, mas o meu percurso de vida, partilha de experiências com dezenas de homossexuais de várias faixas etárias e leituras mostraram-me que casos como o seu, infelizmente, ainda são uma minoria.

    Não critico os homossexuais ou bissexuais que não se assumem publicamente. Todos nós temos direito a manter a nossa vida íntima privada, e muitos até poderão ser avessos a «rótulos». Pessoalmente considero que o conceito de homossexualidade tem algo de constructo social, tal como tem o conceito de heterossexualidade. Em boa verdade creio que somos todos bissexuais em diferentes graus, ou pelo menos quase todos, mas isto é um tema complexo que não discutirei aqui numa caixa de comentários.

    O que critico em parte da população homossexual ou bissexual portuguesa é a mentira e a hipocrisia. São as pessoas que não tendo coragem, vivem infelizes e chegam ao ponto de enganar e causar sofrimento a pessoas do sexo oposto, por algo de certa forma fútil que é a «imagem» perante os pares e a família. Contudo, no fundo, sei que são pessoas em sofrimento e que precisam de ajuda. Acredito que a maioria da população portuguesa continua no armário. Tem de ser assim? Não tem nem deve ser, até porque a Ciência demonstra que os homossexuais recalcados estão mais sujeitos a diversos problemas de saúde. E para além disso, esta situação tem outras implicações graves para a sociedade, por exemplo, dificulta a luta contra as DST's e contra a homofobia.

    Sei que contudo estamos a mudar, e espero que mais homossexuais e bissexuais como o Nuno apareçam nos próximos anos. Mas para já, estou em crer que os armários estão bem trancados.

    Pergunto: quantas figuras públicas disseram, preto no branco, «eu sou gay»?

    Quantos políticos disseram «preto no branco» que são gays? Até em Itália há vários políticos que se assumiram.

    Mais uma vez repito que não critico quem não se assume, critico apenas o problema geral da sociedade com as palavras e tentativa de se criarem imagens públicas de heterossexualidade em homossexuais. Tudo isto demonstra que há muita homofobia na sociedade portuguesa, velada, subtil, mas há. E essa homofobia vaga pode ser ainda mais perigosa.

    Há um longo caminho a percorrer. E o medo dos homossexuais é um poderoso inimigo que deve ser abatido.
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