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A campanha que está a dar que falar na Universidade de Coimbra

A Lista R que concorreu à Associação Académica de Coimbra (AAC) ficou em terceiro lugar nas eleições que decorreram no final do ano passado, mas a sua mais recente campanha está a dar que falar, tanto em Portugal como no Brasil.

O grupo de estudantes portugueses e brasileiros que compunham a lista pretende, mesmo não tendo ganho as eleições, lutar contra todas as formas de discriminação na Universidade de Coimbra (xenofobia, machismo, homofobia e racismo). Para isso foram criados um conjunto de cartazes, divulgados através do Facebook, com mensagens de denúncia baseados em relatos ou testemunhos reais. Nos últimos dias, a campanha foi até notícia no jornal O Globo no Brasil, para além de outras publicações online do outro lado do Atlântico.

Nesses cartazes podem ler-se mensagens como “Os brasileiros e os pretos deviam todos morrer” (originalmente escrita numa carteira da Faculdade de Letras), “Mas você é brasileira” (ouvido por uma estudante quando recusou uma investida sexual) ou “Fui 'convidado' a me retirar do Rock Planet por beijar outro homem”. A Reitoria da Universidade de Coimbra já afirmou que a iniciativa não se justifica e alega que alguns dos cartazes contêm denúncias falsas.

 

 

2 comentários

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    Filipe 16.01.2014 06:38

    Em França pelo menos nos anos 60 já havia activismo LGBT nas universidades mas e por cá? Nunca houve e só agora em anos recentes começou a haver alguma coisa, muito, muito residual.

    Estudei em Coimbra há doze anos e devo dizer que a cidade para um gay ou bissexual era péssima. Achei Coimbra muito provinciana e «rural», em comparação com outras cidades universitárias de igual dimensão que já visitei.

    Não havia qualquer espaço de encontro para LGBTs, mas havia sim uma bisbilhotice doentia que levava algumas pessoas a sítios ditos friendly para se mostrarem e ver quem está e quem não está, para depois «comentarem» e especularem uns sobre os outros. Olho para trás e acho isto ridículo e infantil.

    A praxe era extremamente homofóbica e entoavam-se palavras e cânticos que incentivavam o ódio contra os LGBTs. Em certos cursos de «elite» assumir-se era sinónimo de ser posto de parte por toda a gente e eu passei por isso. Tiraram-me do armário porque descobriram no meu quarto o que não deviam, a novidade correu e tive de mudar de Universidade pois não suportava as piadinhas, os risinhos, os silêncios e o isolamento.

    Uma das pessoas que praticou praxe homofóbica contra mim anda agora em bares de bears em Lisboa pois já o vi em fotos na net. Tenho nojo desse rapaz (agora homem feito) pois tratou-me muito mal quando era caloiro e afinal é homossexual.

    A cidade é de uma hipocrisia brutal pois os pais de família à noite vão engatar homens para uma estrada junto ao rio Mondego que é provavelmente o maior poiso de car cruising de Portugal.

    Espero que a cidade tenha mudado. Mas há uma década em termos sociais devia ser das cidades universitárias mais atrasadas da Europa, estando muito longe do que se passa em Espanha.
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