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"As queens põem imenso esforço no trabalho que apresentam no concurso"

 

Miss Moço e LeMig.jpg

Falta menos de um mês para o concurso Miss Drag Lisboa.  O evento criou um antes e um depois na forma como vemos a arte e o talento das drags queens. Estivemos à conversa com os criadores do concurso Miss Moço e Miguel Rita para saber mais sobre esta edição:

 

 

dezanove: Esta é a terceira edição do Miss Drag Lisboa. Há países em que espectáculos e concursos deste género passam na tv e têm legiões de fãs. Os formatos evoluem e até fazem digressões. Quando tempo mais vamos esperar por ver a transmissão do concurso na televisão nacional? (alerta: Filomena Cautela & 5 Para a Meia Noite!) Ou então uma apresentação noutra cidade?

Miguel Rita (MR):  O Miss Drag Lisboa vai certamente continuar a crescer mas como espectáculo para ser visto no palco. Todos os anos tentamos melhorar o formato e limar arestas estando atentos às reacções ao concurso. E claro que temos coisas em mente que ainda não podemos revelar.

Miss Moço (MM):  Uma tour é algo que já foi posto como hipótese e talvez já este ano a Miss Drag vá para além de Lisboa.

 

Que surpresas sobre esta edição podem revelar em primeira mão ao dezanove?

MM: Já revelamos imenso até agora. Temos actuações do Top 3 de 2018, Lola Herself Lexa BlacK e Cher No-Billz. A Valley Dation será a repórter de serviço. E talvez haja mais uma queen a actuar. Mas isso não podemos revelar. 

 

Como é que a Filomena Cautela, o Vítor Andrade, a Belle Dommage e o realizador Stephan Elliott reagiram ao vosso convite para serem júris? Que critérios vão eles avaliar? Outfits, performances, prova de língua portuguesa, melhor sonho para um mundo melhor?

MR: Fomos muito sortudos com o júris que têm aceite o nosso convite. As reacções foram ótimas, a Belle Dommage e o Stephan Elliott adoraram a experiência o ano passado, e o Vítor DÁndrade e a Filomena Cautela aceitaram de imediato.  Os critérios são os mesmos das primeiras edições, dois desfiles e a prova de talento em que cada concorrente usa o seu tempo como quiser.

 

O que pode esperar a vencedora desta edição? Um serão bem passado ou há prémios físicos chorudos em jogo? Que expectativas sociais pode a vencedora ter?

A Miss Drag Lisboa receberá uma coroa-fascinator da designer Sara Whittle (Whittle by Design), um criação original do Atelier Oficina, uma peruca fabulosa da Eva´s Hair Portugal e um maquilhagem da NYX Professional Make Up.
MR: Em termos de expectativas não podemos prever. Mas basta olhar para o percurso incrível da Lola Herself para perceber o que é possível acontecer.


Que mercado existe para o transformismo em Portugal?

MM: Um mercado em crescimento. O mundo drag está a tornar-se mainstream e as oportunidades crescem todos os anos.

 

As vossas participantes são sempre geralmente muito novas. Porque pensam que este formato não cativa gerações mais velhas a participar?

MR: Acho que para as concorrentes mais novas o Miss Drag é uma plataforma que as vai expor a mais público. E isso torna o concurso aliciante para uma queen mais nova.
Não nos oporíamos a ter concorrentes veteranas do drag. Quem sabe numa edição futura.

Miss Moço, criadora e apresentadora do concurso

 

Uma inspiração para o vosso trabalho?

MM: A ideia para o Miss Drag Lisboa começou com um plano de negócio para mim.  Ou seja, criar trabalho para mim como drag numa cidade que não tinha tantas oportunidades para queens e criar oportunidades para outras queens.

MR: Depois de termos tido a primeira conversa sobre o Miss Drag Lisboa vi o documentário 'The Queen' e foi esse o meu guia inicial de como fazer um concurso drag. Claro que os nossos bastidores não têm drama como no filme e ainda bem!

 

E um desafio?
MM: Ambos estarmos a trabalhar no concurso em países diferentes.
MR: Exacto! A Miss Moço é umas das drag queens mais ocupadas de Toronto e eu estou a viver em Dublin.
Felizmente temos uma equipa incrível que em Lisboa nos vão dando ajudas preciosas.

 

Há outfits nestes concursos que custam quase um rim? Ou é tudo ali da Feira do Relógio?

MM: As queens põem imenso esforço no trabalho que apresentam no concurso. Ser drag queen não é de todo barato.

 

O que podemos esperar da Valley Dation
MR: A Valley Dation vai ser a repórter do Miss Drag Lisboa. Vai entrevistar as concorrentes nos bastidores e falar com o público também. Terá as perguntas mais pertinentes da noite certamente.

 

Nove candidatas de 2019: como as descreveriam em menos de 140 caracteres?

MM: É dificil descrever todas as queens em tão poucas palavras. Venham preparados para um grande show. Estas queens vão dar que falar!

MR: Ninguém melhor para as descrever do que elas próprias. Vão espreitar as redes sociais das queens: Blue Velvet, Elle Queen, Miss Louise, Zazu LaCroix, Babaya Samabaia, Vanilla Angeles, Morgana, Demi Starlight e Aphrodiet.

 

 

Entrevista de Paulo Monteiro

 

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