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Carlos Costa: “Gay? A minha vez de reagir” (com vídeo)

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“Tequila” de Carlos Costa obteve um milhão de visualizações em duas semanas e, com isso, vieram também reacções: milhares de elogios e críticas negativas. Esta terça-feira o cantor decidiu publicar uma mensagem onde fala dos propósitos do seu trabalho, mas também dos insultos de que foi alvo.

 

“Até percebo que não compreendam a minha linguagem artística. Tenho de falar como Carlos e não como Carlos Costa, a personagem” começou. “É muito grave ler comentários que me tentam ofender por causa da minha orientação sexual. No fundo os gays não têm culpa nenhuma da loucura das minhas personagens. É pena que por apenas um videoclipe musical as pessoas demonstrem que ainda vivemos num mundo cheio de ódio por tudo que foge aos parâmetros considerados ‘normais’” refere o cantor.

“Quantos artistas foram homossexuais durante anos e só agora o vieram a assumir?” questiona. “Eu preferi assumir o touro pelos cornos. Compreendo as gerações mais antigas afinal não lhes podemos abrir o cérebro […], todos temos direito a uma opinião, mas afinal qual é a desculpa dos jovens da minha idade? Qual é o jovem de hoje em dia que não tem um amigo, um irmão, primo que é gay? Mesmo que eu fosse a coisa mais nojenta e repugnante à face da Terra, não sou menos do que rigorosamente ninguém. Tenho o direito à vida como qualquer um de vós.”

Vê o testemunho completo de Carlos Costa aqui:

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Francisco 04.09.2016 23:39

    Permita-me, também, a sinceridade: era também escusada uma certa arrogância intelectual que transparece em "fiquei surpreendido pelo discurso bem articulado". Isso era escusado. Pelo contrário, nada do que é dito pelo Carlos é escusado. Ao seu jeito, inflamado pela indignação e pela revolta, denuncia a hipocrisia e o cinismo das relações sociais. A mesma hipocrisia e cinismo que encontro em muitos comentários de 'Anónimos' que por aqui passam, arvorando-se em juízos pseudovalorativos e, não raras vezes, de teor prescritivo (deve ser assim, não deve ser assim, deve fazer assado, não deve fazer cozido) acerca desta ou daquela pessoa, como se lhes assistisse alguma espécie de direito divino de definir o que está correto e o que não está. Recomendo veementemente que cada um viva a sua vida como pode ou quer, evitando ceder à tentação, como dizia Saramago, de "colonizar o outro" (com as suas crenças, interpretações e explicações do mundo).
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