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Cured – o documentário que tens de ver! (com trailer)

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A estreia de Cured (2020) no Queer Lisboa não deixou ninguém indiferente: ouviram-se risadas, sons de espanto e, inclusive, teve direito a aplausos ainda durante a sua projecção. Esta é uma viagem que não vais querer perder.

 

Começámos nos anos 1950, nos Estados Unidos da América, num cenário arrepiante, mas não assim tão longínquo, de incitamento à exclusão e perseguição a pessoas LGBTQI+ que evolui da criminalização por parte do Estado e da visão enquanto pecado por parte da religião para o rótulo de “doença” - atribuído por psiquiatras que ao longo dos anos 50, 60 e início de 70 patologizavam lésbicas e gays como doentes mentais que necessitavam de cura e sujeitos aos mais bárbaros tratamentos. A ideia era a de que enquanto estivessem “doentes” o caminho para a igualdade seria impossível, usando-se tal “diagnóstico” para legitimar a discriminação.

Contudo, este documentário de Patrick Sammon e Bennett Singer que começa por ser um retrato desolador do que é ser-se homossexual acaba por ensinar-nos muito mais ao narrar a batalha travada por um grupo de activistas pioneiros - a Mattachine Society e as Daughters of Bilitis - contra uma das mais influentes instituições médicas do mundo, a American Psychiatric Association. Ademais, promove a reflexão sobre a questão da saúde mental e abre a discussão sobre como ainda nos dias de hoje existem preconceitos clínicos em relação a pessoas queer e, consequentemente, a sua discriminação nos cuidados de saúde.

Para finalizar, é imperativo sublinhar que ao conhecer os testemunhos destes e destas activistas e a sua luta, uma coisa é certa: se queremos mudança há que organizar e resistir, assim como ir para a rua.

Não irão haver mais sessões deste documentário em Lisboa, no entanto, haverá uma exibição dia 13 de Outubro no Queer Porto. Marca na tua agenda: 18h00, Reitoria da Universidade do Porto - Auditório Ruy Luís Gomes.

 

 

Mariana Vilhena Henriques

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