Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Publicidade

Publicidade

“Não nasci no corpo errado, nasci na sociedade errada”

fotografia (7).jpg

Aquele que devia ser o principal momento do activismo nacional voltou a ter uma reduzida cobertura mediática. A Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa foi acompanhada por um pequeno número de jornalistas e fotógrafos.

A questão dos direitos da comunidade transexual e intersexo, grupo que encabeçou a Marcha, continuou à margem dos media generalistas e foi até alvo de preconceitos. Logo a abrir a reportagem da SIC a jornalista dirigiu-se a Alice, activista dos colectivos Lóbula e Panteras Rosa, e perguntou: “Posso saber porque veio assim vestido?” Alice teve de corrigir para que fosse tratada no feminino.

trans 1.jpg

Mais de uma dezena de pessoas transgénero e intersexo lideraram marcha. Entre elas estava Sasha (foto principal), um francês que vive há menos de um ano em Lisboa, e que desfilou em tronco nu e com a mensagem “Não binário”. “A minha mensagem é bem explícita. Escrevi no corpo ‘Não binário’. Não nasci no corpo errado, nasci na sociedade errada. As pessoas têm de perceber que o meu corpo não tem nada a ver com o meu género”, disse Sasha ao dezanove. “Sou trans, mas muitas vezes a identidade trans está ligada a cirurgias e a hormonas. A minha identidade é válida, assim como eu sou”, justificou para desmistificar a ideia de que género e corpo têm de corresponder. 

3 trans.jpg

No início da manifestação podiam ler-se cartazes com mensagens como “1700 pessoas trans assassinadas no mundo”, “Anti-transfóbico”, “Aqui está a resistência trans”, “O binarismo mata” ou “Eu sou transensual”, num grupo onde pontificavam vários activistas que tinham semanas antes participado na audiência promovida pelo Bloco de Esquerda, na Assembleia da República.

A questão trans constava também do manifesto da Marcha: “Não aceitamos o silenciamento da autonomia das pessoas trans. Temos que garantir a despatologização das identidades trans para garantirmos o direito de todas as pessoas a viverem livremente a sua identidade. Temos de incluir a identidade e a expressão de género no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa”, destacava o texto que depois foi lido no Terreiro do Paço.

 

Vê aqui as fotos da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa

 

5 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 26.06.2015 14:14

    Olha que lindo, uma pessoa que diz ser trans a acusar as mulheres trans de serem "homens peludos vestidos de mulher" (suponho que também ache que todas as mulheres deveriam ser obrigadas a depilar-se) e a acusar os homens trans de serem "mulheres com as mamas à mostra" (como se houvesse algo de errado em uma mulher mostrar as mamas)... Para além de ser uma pessoa transfóbica, você é também uma pessoa misógina.
  • Sem imagem de perfil

    iop34 26.06.2015 23:05

    LOL. Sim, sou um ftm. E tu? Uma mulher lésbica francesa exibicionista transfóbica e androfóbica a fazer de conta que é um homem transexual? A falar daquilo que NÃO lhe diz respeito, e tentar calar as pessoas a quem DIZ respeito??

    Já agora, boa tentativa, faz de conta que não entendeste. Podes mostrar as mamas a quem quiseres, ser peluda, não estou minimamente interessado.
  • Sem imagem de perfil

    Érica Almeida Postiço 08.07.2015 21:39

    Como é que o dezanove, que se diz ser um portal também trans, permite comentários com este nível de preconceito? Não é por alguém ser trans que não pode reproduzir um discurso transfóbico. Por favor, trata-se de um post onde identificam um activista trans, não permitam que este site seja um espaço onde é aceitável reproduzir ofensas como as indicadas acima.
  • Sem imagem de perfil

    Silvia 09.07.2015 12:27

    Érica, creio que o teu comentário a isto tudo, foi o que me fez mais sentido. Ainda que a orientação sexual das pessoas que comentem, seja representativa dos leitores da dezanove, os comentários devem ser moderados. Existe um esforço para a diminuição de preconceitos na sociedade, e se dentro das ditas minorias, existem ainda outras minorias, é um pouco surreal que essas sejam alvo de críticas por parte da "grande" minoria que se encontra a promover e a participar em acções que visam diminuir o preconceito e a promoção da aceitação social. Estes comentários pouco ou nada diferem dos de restantes membros da sociedade que se chocam e ficam indignados de ver mulheres a beijarem-se na marcha, ou homens de mãos dadas. A base, é a mesma: a não aceitação da diferença. Existe algum critério de selecção para se participar na marcha? Acredito que se alguém decide participar na marcha, é porque de algum modo, se identifica com os objectivos da mesma. O que me parece que foi o que aconteceu. Apenas. Achar que é essa participação que pode colocar em causa a visibilidade de outros grupos, ou diminuir a mensagem que se está a tentar passar, é porque nem os grupos activistas lgbt nem cada um de nós, no seu micro clima, anda a fazer um bom trabalho. A marcha é apenas um dia, restam todos os dias do ano. E por muita visibilidade que tenha pelos orgãos de comunicação social naquele dia, é só mesmo naquele dia.
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.