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Para onde vão os nossos Silêncios? 

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No silêncio dos silêncios, aos simbolismos construídos pela mente, surgem tantas vezes as dúvidas geradoras de medos que assolam os dias e as noites. São monstros que partilham o espaço mais íntimo da própria essência.

São aprendizagens que se arrastam pelos corredores de escolas. São rostos escondidos numa troca de afectos contraditória. Actores da própria vida, famílias com padrões de referência de geração em geração, focados numa sociedade que também ela é vulnerável às desigualdades. 

Crianças, jovens, adultos e rostos enrugados pelo tempo, aguardam pela liberdade do preconceito, das barreiras e das prioridades como seres humanos. Preocupamo-nos com as implicações da imagem no trabalho, da pressão do grupo, da “bipolaridade” entre os altos e baixos que nos afectam, do ambiente escolar dos nossos filhos e esquecemos que o êxito surge do grito dos silêncios que não soltamos. 

As metodologias aplicadas à luz de um currículo onde é mais importante a carga horária das disciplinas do que a promoção da educação para a sexualidade, revelam o papel que a escola coloca nas mãos da sociedade. Numa abordagem mais terapêutica, os êxitos seriam mais proveitosos se a intervenção ocorresse dentro de um modelo de conexão com a própria essência e relação com o mundo que nos rodeia. Até a própria cidadania que tanto se fala e tanto se critica. 

Reconheço a complexidade das dimensões da sexualidade e da compartimentação excessiva das temáticas que nos surgem. Contudo, é urgente trabalhar mentalidades, sistemas e proximidades entre todos os elementos. Reduzir o vazio das relações virtuais, escondidas por detrás de uma tela sem rosto, rompendo as barreiras do silêncio. 

Que silêncio? Para onde vão afinal esses silêncios? Para as dores que nos trespassam a alma, para as expressões de culpa comandadas pelo superego, pelos desfechos de histórias e fracassos de heróis familiares e, essencialmente, para um mundo desconhecido de sofrimento. Alguns, escondidos em sorrisos e olhares sem bússola gritando por abraços e fugindo ao mesmo tempo deles. Sem siglas, sem cores e sem nomes, todos somos PESSOAS, estamos interligados mesmo no meio da viagem dolorosa das inseguranças e dos silêncios que não falamos. 

 

Helena Oliveira

Psicóloga

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