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“Que porcaria é esta?” Deputado Bruno Vitorino do PSD insurge-se contra sessões de esclarecimento LGBTI

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Foi com letras garrafais no Facebook que o deputado do PSD Bruno Vitorino reagiu quando teve conhecimento que uma sessão de esclarecimento sobre temáticas LGBT tinha sido realizada numa escola EB23 do Barreiro:

VERGONHA GOVERNO SOCIALISTA 

VERGONHA MINISTRO DA EDUCAÇÃO 

VERGONHA ESCOLA DO BARREIRO

Promovidas desde há vários anos pela associação de jovens LGBTI e apoiantes de Portugal, a rede ex aequo, as sessões do Projecto Educação LGBTI visam uma intervenção educacional através da disseminação de informação sobre os temas da homossexualidade, bissexualidade, identidade e expressão de género, e, biologia sexual entre professores e alunos do 7º ao 12º ano, formadores de professores, professores estagiários e alunos do Ensino Superior.  

“Que porcaria é esta?” “Deixem as crianças em paz”, escreveu ainda na sua página de Facebook o deputado do PSD Bruno Vitorino. Foi esta a reacção à sessão que a associação rede ex aequo  organizou passada na quinta-feira, 7 de Março, na Escola Básica 2/3 de Quinta da Lomba, no Barreiro, distrito de Setúbal, no âmbito da disciplina Educação para a Cidadania.

A sessão foi dirigida a alunos dos 6.º ao 8.º anos com a concordância dos professores.

Numa publicação posterior ilustrada por uma arma com as cores do arco-íris a apontar para uma cabeça, o deputado reitera que nunca discriminou ninguém em função da orientação sexual, mas que não aceita este tipo de doutrinação por parte de “associações totalmente duvidosas”.

Com 16 anos de existência, a rede ex aequo é das mais antigas associações com trabalho LGBTI desenvolvido em Portugal, tendo sido por várias vezes ouvida no Parlamento português.

Ouvida pelo JN a coordenadora do Agrupamento de Escolas a que pertence a Escola Básica do Barreiro, Arlete Cruz, explicou que o debate visou esclarecer os alunos no sentido de “promover a igualdade de géneros” e “sensibilizar para as diferentes orientações sexuais”.

 

Arlete Cruz assegura, ainda, que não houve “nenhuma reclamação de pais ou alunos” quanto ao debate. No entanto, houve encarregados de educação que previamente não deixaram o seu educando assistir à sessão devido à “associação em si” e às “pessoas que vinham”. Segundo o jornal Sol que também relata que alguns familiares de alunos ficaram indignados com a escola, nomeadamente pelo facto de ter sido pedido um donativo opcional de 50 cêntimos para os estudantes custearem as deslocações dos jovens oradores da rede ex aequo.

 

A sessão na Escola Básica do Barreiro, tal como outras realizadas noutras escolas em todo o país, aborda a temática LGBTI do ponto de vista dos alunos, falando de insultos, de discriminação e da Lei que existe em Portugal. “O objectivo essencial das sessões é a redução do bullying em meio escolar”, explicou Nick, um jovem activista da rede ex aequo.

Para este jovem voluntário “esta polémica mostra a necessidade de falar destes temas”: “Ainda há muita gente que tem esta postura por isso é que a associação existe”.

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2 comentários

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    Anónimo 19.03.2019 18:56

    Vá dizer isso à direcção da escola. Foi a direcção da escola e não a rede ex aequo a fazer a cobrança. É claro que os homofóbicos costumam ser alérgicos a factos.
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