Viver fora da norma dominante é, muitas vezes, caminhar sobre o fio da navalha. Para muitas pessoas LGBTQIA+, esse fio não é apenas simbólico — é real, cortante e diário. E corta mais fundo quando os discursos políticos e religiosos, em vez de promoverem acolhimento, alimentam estigmas que adoecem, isolam e ferem.
Durante muito tempo fomos ensinados a acreditar que o amor só podia existir dentro de um molde muito específico: duas pessoas, exclusividade sexual e emocional, para sempre. Mas quem vive fora da norma — seja em identidade, orientação, corpo ou forma de amar — sabe que nem sempre esse modelo encaixa. E está tudo bem com isso.
Vivemos num tempo em que a verdade está constantemente a ser desafiada. Num clique, somos expostos a opiniões, "factos", imagens e vídeos — muitos deles falsos ou manipulados. Para a comunidade LGBTQIA+, já alvo de preconceito e exclusão social, a desinformação pode ter efeitos ainda mais graves na auto-estima, saúde mental e sensação de segurança.
O tempo passa para todas as pessoas, mas nem todas vivem os efeitos da idade da mesma maneira. A menopausa e a andropausa são fases naturais do envelhecimento, mas a forma como são experienciadas e discutidas varia muito dependendo do género, da orientação sexual e do contexto social. Para a comunidade LGBTQIA+, essas mudanças trazem desafios particulares que raramente são abordados, seja pela falta de estudos, seja pelo tabu que ainda envolve o tema.
Trabalhar diariamente com pessoas com deficiência dá-me uma perspectiva privilegiada sobre as suas dificuldades e desafios, e um dos temas que raramente vejo discutido é a intersecção entre deficiência e identidade LGBTIQA+. Enquanto psicóloga, compreendo que cada identidade traz consigo um conjunto único de experiências, e quando essas identidades se sobrepõem, as dificuldades podem ser amplificadas.
O sémen sempre foi um tema rodeado de tabus, mitos e desinformação, especialmente dentro da comunidade gay. Provavelmente, já surgiu em conversa de café com amigos: engolir é mais arriscado do que cuspir? Existem benefícios ou malefícios fisiológicos? Quais são os reais riscos de contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em cada caso? Vamos analisar as evidências científicas e desfazer algumas crenças equivocadas.
O termo Lesbian Bed Death (LBD) foi cunhado pela sexóloga Pepper Schwartz para descrever a diminuição da frequência sexual em relacionamentos lésbicos de longa duração. Apesar de ser um conceito amplamente discutido, será que corresponde à realidade ou trata-se apenas de mais um mito sobre relações entre mulheres?
Um estudo recente do Centro de Investigação da Egas Moniz School of Health and Science correlaciona a dificuldade em gerir emoções com o uso problemático de pornografia, destacando o sentimento de solidão como o mais relevante para este fenómeno.
Nos últimos anos, temos assistido a um crescimento significativo na investigação sobre a ligação entre o sistema imunitário e a saúde mental. Uma das pesquisas mais inovadoras da actualidade, liderada por Carolin Hoffmann no Algarve Biomedical Center Research Institute, explora precisamente esta ligação, focando-se na forma como a disfunção imunitária pode contribuir para perturbações como a esquizofrenia. Mas o que significa esta descoberta para a comunidade LGBTIQA+? E de que forma pode influenciar a nossa compreensão da saúde mental de grupos vulneráveis?
Em primeiro lugar, vamos explicar o que é a Doxy. Doxy é a abreviatura de doxiciclina, um antibiótico de largo espectro que tem vindo a ganhar destaque como uma ferramenta eficaz na prevenção de certas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Estudos recentes demonstram que tomar este medicamento até 72 horas após uma relação sexual desprotegida pode reduzir significativamente o risco de infecção por clamídia, gonorreia e sífilis.
A sociedade está a viver uma era de maior visibilidade e aceitação das identidades LGBTIQIA+, mas ao mesmo tempo, há um segmento da população frequentemente esquecido: as pessoas LGBTIQIA+ idosas. Embora muitas lutas pela igualdade e pelos direitos dessa comunidade tenham ganhado destaque nas últimas décadas, a saúde mental da população LGBTIQIA+ mais velha continua a ser uma área marginalizada. É fundamental que se reconheçam os desafios únicos enfrentados por estas pessoas e que se promova o cuidado adequado do seu bem-estar psicológico, garantindo que envelhecer com dignidade, respeito e saúde mental seja uma realidade para todos.
Com um Novo Ano a começar é inevitável reflectirmos sobre todos os acontecimentos que se passaram ou as decisões que tomamos no último ano. As reuniões familiares também ajudam a pensar no nosso percurso ao longo do ano, e comparar como estávamos há um ano e como estamos agora.
Com a chegada de 2025, celebramos não apenas um novo ano, mas também os marcos históricos que a comunidade LGBTQIA+ alcançou em 2024. Este novo ciclo convida-nos a reflectir sobre o que nos une, os passos que demos colectivamente e as possibilidades de um futuro ainda mais inclusivo e vibrante. É uma oportunidade para começar o ano com um foco positivo, valorizando o poder da autenticidade e da comunidade.
Nos últimos anos, o mindfulness tem vindo a tornar-se uma prática cada vez mais popular, especialmente num mundo que parece funcionar a um ritmo acelerado. A atenção plena, ou mindfulness, refere-se a um estado mental em que se está totalmente presente no momento, consciente dos próprios pensamentos, sentimentos e sensações, sem julgamentos. Incorporar o mindfulness na rotina diária pode ajudar a reduzir o stresse, melhorar a saúde mental e aumentar o bem-estar geral. Neste artigo, exploraremos como adotar essa prática de forma simples e eficiente no dia a dia.
O Natal é uma época emocionalmente carregada, repleta de significados culturais e expectativas sociais. Para pessoas LGBTQIA+, a época pode ser particularmente desafiante devido a dinâmicas familiares complexas ou à falta de aceitação.
A Aconchego House anunciou o lançamento do Migrant Health Passport, um recurso adaptado a partir do trabalho inovador do Kit Migrante e do Migrant Health Passport desenvolvidos pelo GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos. Esta ferramenta fornece informações essenciais para apoiar migrantes a navegar os serviços de saúde e a aceder a recursos fundamentais em Portugal.
Portugal é visto como um exemplo de progresso quando falamos de direitos LGBTQIA+. Apesar das leis que garantem igualdade, a realidade no terreno pinta um quadro diferente, especialmente quando o tema é saúde. Não basta aprovar legislação. É preciso que ela funcione para as pessoas.
O Natal é uma época de celebração e união, mas também de consumo desenfreado. Para a comunidade LGBTQIA+, o período natalício tem-se tornado alvo de uma prática que, à primeira vista, pode parecer inclusão, mas que, na realidade, muitas vezes não passa de oportunismo: o “pinkwashing”. Este fenómeno refere-se ao uso de símbolos e discursos LGBTQIA+ por marcas que, na prática, não têm qualquer compromisso com a comunidade.
O GAT Grupo de Ativistas em Tratamentos lançacampanha de crowdfunding para beneficiar o GAT Intendente. O objectivo é angariar 10.000€ para realizar melhorias estruturantes no centro e disponibilizar consultas comunitárias de PrEP, para que o acesso a este método de prevenção seja alargado a mais comunidades. OGAT Intendenteé um centro de base comunitária dirigido a pessoas envolvidas em sexo comercial, pessoas trans, pessoas em situação de migração, e pessoas em situação de sem abrigo.