A Associação Variações, entidade actualmente responsável pela organização do EuroPride Lisboa 2025, divulgou um comunicado público com o objectivo de esclarecer dúvidas e críticas que têm surgido nos últimos dias em torno da realização do evento e onde pode ler-se:
Vivemos num tempo em que a verdade está constantemente a ser desafiada. Num clique, somos expostos a opiniões, "factos", imagens e vídeos — muitos deles falsos ou manipulados. Para a comunidade LGBTQIA+, já alvo de preconceito e exclusão social, a desinformação pode ter efeitos ainda mais graves na auto-estima, saúde mental e sensação de segurança.
Nos três artigos anteriores ilustrei episódios do tempo em que eu vivia com o meu progenitor, fazendo um desenho minimamente elucidativo sobre o perfil de quem se identifica com as opiniões da extrema-direita, concedendo-lhe o seu voto.
Sempre que assistia aos Jogos Olímpicos me perguntava porquê que a existir divisão de atletas em competição não seriam os factores peso e altura e não o género a categorizar atletas. A divisão de homens de um lado e mulheres do outro é tão infundada e sem sentido como dizer que um homem é mais físico e uma mulher mais cerebral. Afinal se assim fosse apenas teríamos mulheres como patroas e líderes. Porquê que as mesmas pessoas que defendem a vantagem hormonal física do homem perante a mulher não defendem que as mesmas devam ser patroas e líderes? É no mínimo uma das muitas conveniências machistas provenientes da macholândia.
São quatro dias de debate e combate à "Desinformação", com o humor de Hugo Van der Ding, a fotografia de Pauliana Valente Pimentel, a estreia do novo documentário de Tiago Pereira dedicado à música cigana, e mais de duas dezenas de propostas de filmes, debates, conversas e cara-a-cara com deputados. A sexta edição do Festival Política decorre entre 21 e 24 de Abril no Cinema São Jorge, em Lisboa.