Fui um dos filhos de Abril de 1974 e nunca pensei chegar o dia em que visse uma força política de extrema-direita ter uma votação tão superior à dos partidos de esquerda. Ontem, 18 de Maio, foi um dia triste para a democracia. Ontem fui um dia extremamente aziago para mim, alguém que desde novo luta por uma sociedade justa e equalitária.
Não há forma simpática de dizer isto: o resultado das Eleições de ontem foi péssimo. Sei que é justamente o que não querem ouvir neste momento. Mas é a realidade e quanto mais depressa aceitarmos isso, mais depressa reagimos.
Durante um mês o site dezanove.pt perguntou através de um inquérito online como é que comunidade LGBTIQA+ pensava votar nas eleições legislativas do próximo Domingo.
Nos três artigos anteriores ilustrei episódios do tempo em que eu vivia com o meu progenitor, fazendo um desenho minimamente elucidativo sobre o perfil de quem se identifica com as opiniões da extrema-direita, concedendo-lhe o seu voto.
A reeleição de Donald Trump não será apenas um acontecimento de impacto político nos Estados Unidos. Durante o seu primeiro mandato, as suas políticas e nomeações judiciais moldaram um ambiente cada vez mais hostil para a comunidade LGBT, com um enfoque particular nas pessoas trans.
Após uma campanha eleitoral extremamente renhida e classificada como a mais cara na história das eleições gerais americanas, Trump saiu vitorioso. Os resultados destas eleições presidenciais marcam a primeira vez, desde 1892, que os Estados Unidos da América elegem um presidente sem servir termos consecutivos.
Patriótico, conservador e soberanista. Assim se caracteriza o Nova Direita (ND), presidida por Ossanda Liber, o partido político que foi aprovado pelo Tribunal Constitucional no início deste ano após ter ultrapassado três chumbos devido a irregularidades jurídicas.
Por uma vida melhor! Pela igualdade! Pela paz, cooperação, progresso social! é o apelo comum para as eleições europeias da CDU – PCP/PEV.
Tendo como cabeça de lista às europeias o ex-líder parlamentar do PCP João Oliveira, e como números dois e três da sua lista os actuais eurodeputados Sandra Pereira e João Pimenta Lopes, a coligação entre PCP e PEV, inserida no Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) – A Esquerda no Parlamento Europeu, faz o apelo à paz e à justiça e ao progresso social através do voto nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.
O Programa eleitoral do partido PAN– Pessoas, Animais e Natureza para as Europeias 2024, é desenvolvido em sete eixos principais que vão desde o ambiente, direitos humanos, a protecção animal, saúde, educação, democracia, cultura, inovação e economia verde.
Uma retrospectiva do estado da condição das mulheres na UE antes das Eleições Europeias
Um artigo da Bloomberg publicado no mês de Maio revelou que, actualmente, a Irlanda e o Luxemburgo não têm nenhuma mulher em cargos de direcção de empresas, e apenas 8% dos directores das maiores empresas da União Europeia, em 2023, eram mulheres. Já a nível nacional, um artigo do Diário de Notícias de Março informa que as mulheres ocupam menos de um terço dos cargos de gestão e liderança nas empresas em Portugal, acrescendo que "a presença feminina nas empresas diminui à medida que a responsabilidade dos cargos aumenta". De apontar que, segundo os dados mais recentes (Pordata), em 2022, as mulheres representavam 52,3% da população residente em Portugal.
Entre os dias 6 e 9 de Junho de 2024, quase 400 milhões de pessoas nos 27 Estados-Membros são chamados a votar nas eleições europeias - em Portugal as eleições estão marcadas domingo, dia 9 de Junho. Para informar melhor os cidadãos da União Europeia (UE) e incentivá-los a votar, o Parlamento Europeu preparou uma campanha que apela ao voto em defesa da democracia.
Acordados, é assim que nos devemos declarar. Basta de falinhas mansas, de palmadinhas nas costas, de fingir que não percebemos, de ir à manifestação tirar a selfie só porque sim e depois voltar para casa e manter tudo na mesma só porque é cómodo.
A noite eleitoral de Domingo foi uma montanha russa e de muita indefinição. As projecções iniciais da Universidade Católica para a RTP davam a vitória à AD e a Luís Montenegro, com uma margem mínima de distância para o PS, liderado por Pedro Nuno Santos. Ao longo da noite o escrutínio dos votos mostrou que resultados finais, só mesmo depois da contabilização dos votos dos Portugueses pelo círculos da Europa e de Fora da Europa. Algo que poderá demorar entre uma a duas semanas.
A poucos dias das eleições deixamos-te uma lista de candidatos e candidatas a deputados e deputadas de vários partidos, e de Norte a Sul do país, que têm lutado pelos Direitos das Pessoas LGBTI+. Fica a conhecê-los aqui:
Ainda sem representação parlamentar, o recém criado em Portugal, o VOLT é um partido pan-europeu, progressista e pragmático. Formalizado em Junho de 2020 no nosso país, não se considera nem de esquerda nem de direita pois procura basear as suas decisões nas melhores práticas, na evidência científica e na defesa dos direitos humanos. Na informação que disponibilizam online lemos que os valores do VOLT são a dignidade humana, a igualdade de oportunidades, a liberdade, a sustentabilidade, a justiça e a solidariedade. "Somos livres de ideologias de esquerda ou de direita e estamos focados em encontrar as melhores soluções para todas as pessoas".
No passado Domingo, dia 12 de Fevereiro, o Partido Socialista apresentou o seu programa eleitoral para as próximas legislativas, marcadas para 10 de Março, com o projecto “Portugal Inteiro”.
Foi o último programa eleitoral a ser apresentado. Foi apenas a 17 de Fevereiro que o Partido PAN (Pessoas - Animais - Natureza) revelou os conteúdos do programa que gostaria de implementar no país.
Ao longo de 178 páginas podemos encontrar várias referências às pessoas LGBTI+. O partido alerta ainda que "a falta de novos avanços que levou a que no ano passado Portugal caísse pelo segundo ano consecutivo no ranking dos países europeus sobre direitos das pessoas LGBTI+, ficando em 11.º lugar."