17 de Maio: Contra o ódio, pela dignidade

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A Maiêutica - Cooperativa de Ensino Superior da Maia vai acolher um evento público, no próximo dia 17 de Maio, onde serão tratados temas como as "terapias de conversão" e a alegada "erosão da sociedade" por causa da "identidade de género".

Durante a Assembleia Municipal de Viseu, do passado dia 22 de Abril, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, fez declarações muito perturbadoras relativamente ao pedido da Plataforma para que a bandeira LGBTQIA+ seja hasteada no edifício do Município, no dia 17 de Maio, Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT).

Antes de me apontarem as vossas espingardas, saibam que nasci e cresci em Torres Vedras, fui a quase todos os Carnavais desde 1987 e sei por experiência própria a resistência necessária para ir para o Túnel às 9h da manhã de Domingo tendo começado a festa na quinta-feira de manhã na Madeira Torres, que se prolonga até ao enterro do entrudo na quarta-feira da semana seguinte. É na qualidade de defensor acérrimo da festa e folia que denuncio que o Carnaval conhecido como o Carnaval mais português de Portugal é renomeado em 2025 para o Carnaval mais LGBTfóbico do país. Têm dúvidas? Vamos aos factos:

Será possível conduzir desde Portugal até à China? Foi esta uma das motivações que levou Teresa e Joana a pegarem no carro há oito meses e tentar encontrar essa resposta. Saíram de Lisboa, a 17 de Maio de 2024, e a cama não estava acabada, as cortinas do carro não tinham sido testadas e não sabiam muito bem como colocar meses de vida dentro de um carro. Atravessam a Ponte 25 de Abril a ouvir António Variações, à procura de ir onde nunca foram.
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Joana Machado Madeira, uma das vozes emergentes do cinema português, foi duplamente premiada no Portugal Indie Film Festival 2024 pela sua curta-metragem STAR. O filme venceu nas categorias de Melhor Curta-Metragem Portuguesa (Best Short Film - Portuguese Production) e Melhor Primeira Obra de Realização (Best First Time Director Short Film). A entrega dos prémios está marcada para o dia 10 de Dezembro, durante uma cerimónia em Cascais.
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A Federação Estadual LGTBI+ (FELGTBI+) de Espanha aplaude que tenha sido feita justiça com o veredicto do júri popular emitido esta quarta-feira pelo homicídio de Samuel Luiz, morto em 2021 com gritos dos seus agressores que o insultavam de “de maricón de merda”. Recorda o caso aqui.
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Ike Randolph e Buddy Lee não poderiam ser mais diferentes – Ike saiu da prisão há anos e nunca mais caiu no mundo do crime, tendo-se tornado um confiável dono de uma empresa e marido atencioso; Buddy é divorciado, vive numa autocaravana e tem um óbvio problema com a bebida.
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Sou natural desta grande aldeia, com infelizmente tão parcos valores de igualdade. Era óbvio desde a pré-escola que futebol não era a minha praia, não pelo desporto em si, joguei algumas vezes com amigos próximos e com os meus primos, todos rapazes e fi-lo de livre vontade e diverti-me muito como qualquer outra criança, mas rapidamente essa alegria no futebol acabou.
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Martim Pedroso e Noé Quintela vivem em São Domingos de Carmões, Torres Vedras. Foram alvo de vários episódios de homofobia e decidiram denunciar a situação.
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A corda tem dois lados. A corda é a medida da força. As mãos seguram a corda com força. As mãos não a largam. Agarram-se a ela, como quem se agarra a um último suspiro de vida. De um lado estão eles. Do outro estamos nós. Os pés tropeçam em pés, que as mãos seguram. Vamos cair. Aqui ninguém cai. Não te deixo cair. Os corpos são esticados. As costas são curvas. Os braços são linhas estilizadas no ar.
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O GTH (Grupo de Trabalho Homossexual) nasceu em 1991 no seio do PSR (Partido Social Revolucionário) e assumia-se como um "grupo lésbico, gay, bissexual e transgender de esquerda, de orientações sexuais e identidades de género diversas que pensava e agia contra o machismo, a homofobia e a discriminação das minorias sexuais". O GTH cessou em 2003, sendo até esse ano um dos mais activos e percursores grupos activistas de defesa das pessoas LGBTI+ em Portugal.
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Atenção: relato com descrição de violência.
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Ontem, após o ocorrido, comentei com um amigo:
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Na madrugada do passado dia 30 de Dezembro um casal brasileiro formado por dois homens negros foi espancado no Cais de Gaia por um grupo de cerca de 10 jovens. Um crime com "motivações racistas, xenófobas e homofóbicas de acordo com as vítimas, já que não houve qualquer furto de valores, pondo em evidência, uma vez mais, o racismo existente na sociedade portuguesa" considera a Marcha do Orgulho do Porto e o Queer Tropical nas redes sociais.
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Recentemente, partilhei aqui o quão fascinante foi para mim a descoberta da feminista Audre Lorde. Se ficaram motivados em explorar esta autora, destaco o seu livro 'Sister Outsider'.
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O Institut für Sexualwissenschaft (Instituto da Sexualidade) acolhia lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, etc. Na realidade, empregava até pessoas LGBTQIA+ e procurava dar apoio psicológico a essas pessoas, vítimas de discriminação. Estudava o seu comportamento e procurava facilitar a transição das pessoas trans.
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Atenção: relato com descrição de violência.
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A meados do mês de Julho, o espaço de cruising Luneta dos Quartéis foi invadido por grafites e publicações com insultos homofóbicos. Para o comum dos heterossexuais o conceito de cruising pode parecer um choque ou até um atentado ao pudor, mas na realidade, o cruising é, e sempre foi, parte da comunidade homossexual, principalmente nas épocas históricas quando a homossexualidade era considerada crime e punida por lei, tanto a nível nacional como internacional. Mas o cruising rapidamente ultrapassou a barreira da necessidade para também se tornar uma forma de prazer sexual admitida tornando-se uma prática comum.