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Um novo paradigma

miguel rodeia

Vem um artigo de Fernando Costa no Público (publicado no dia 8 de Junho), levantar a questão: - Fará sentido usar a sigla LGBTQ+ até chegarmos à “utopia” da igualdade? 

Na introdução pode ler-se “Para ser cada vez mais inclusiva, a sigla LGBTQ+ tem crescido nas vozes que representa e nas letras que comporta. No entanto, cada vez mais longa, pode tornar-se, também, mais difícil de compreender.
Já havia lançado a questão da ser ou não sermos uma Comunidade, no artigo ‘Grito de Alerta’, aqui publicado, e agora a questão sobre a sigla que está longe de haver uma consensual e que simplesmente cada um usa a que quer.

Será que quem se dedica o seu tempo às designadas causas LGBTQIA+, não percebe que está a haver uma mudança do paradigma no que às sexualidades e identidades de género diz respeito?
Fruto de um maior e melhor conhecimento realiza-se que a qualquer sigla é redutora a quem está sob o “chapéu arco-íris”.

Será que quem se dedica o seu tempo às designadas causas LGBTQIA+, não percebe que está a haver uma mudança do paradigma no que às sexualidades e identidades de género diz respeito?

“Dentro da comunidade existem tantas variações, é preciso abraçá-las a todas”, defende Joana Dágua, nesse mesmo artigo.
De fora, vamos tendo figuras públicas a recusar integrar pré-definições ou ‘gavetas’ até agora comuns.
O músico Harry Styles, numa entrevista recente, reclama da pressão dos média para rotular a sua sexualidade é “bizarra e desactualizada”.
Do Brasil através de uma entrevista, o cantor Vitão revelou que tem repensado sua sexualidade. “Não sei exactamente onde me encaixo. Até então sempre me vi como um homem hetero, sempre gostei de mulheres, mas cada vez mais entendo que talvez sexo seja mais do que apenas isso“.
Já Kit Connor, da série Heartstopper, diz estar "perfeitamente confiante e confortável" com sua sexualidade e diz que não sente a necessidade de colocar um rótulo nas coisas.
Filipe Sambado, de 37 anos, numa entrevista ao semanário Expresso afirma que O género masculino que me fora atribuído era uma prisão muito pesada. Há alturas em que me sinto mais não-binário, outras como uma mulher, outras em que me sinto mais um homem.” Filipe explica que finalmente passou a compreender-se", há apenas dois anos.
Para quem vive em países ocidentais na sua maioria, democráticos e defensores dos direitos humanos, fruto de evoluções legislativas, de mentalidades e de usos e costumes, uma nova fase em que as pessoas, sobre tudo os mais jovens, não querem rótulos, definições, rótulos ou “gavetas”, mas reconhecem integrar a “população arco-íris”.
Certo é que, não há um consenso quanto a uma sigla nem à sua representatividade.
Deve-se-á repensar a forma de designar, neste novo paradigma da sociedade, da população arco-íris?

Miguel Rodeia 

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