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“Uma lésbica não poderia hoje recusar-se a participar na votação da co-adopção”

Uma das reacções mais duras ao chumbo da co-adopção no Parlamento veio de um militante do PSD. Carlos Reis, que foi vice-presidente e director do gabinete de estudos do PSD e presidente da distrital de Lisboa do partido, apontou críticas à “hipocrisia” do CDS e à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

“O CDS mete-me nojo e causa-me escândalo moral. A hipocrisia de um Partido Político que é liderado por um homossexual mas que vota a favor da continuidade da discriminação de famílias e da orfandade forçada de crianças ultrapassa a minha capacidade de verbalização”, escreveu Carlos Reis no seu perfil de Facebook. O mesmo responsável também criticou a segunda figura do Estado Português. “Também me causa repulsa o papel ignóbil da Presidente Assunção Esteves: uma lésbica não poderia hoje recusar-se a participar naquela votação”, refere a propósito da parlamentar eleita pelas listas do PSD e agora presidente da Assembleia da República. A presidente do Parlamento pode votar, apesar raramente exercer esse direito. Assunção Esteves e o líder do CDS Paulo Portas nunca disseram em público qual a sua orientação sexual.

Carlos Reis apontou ainda o dedo às duas deputadas do PSD que alteraram o seu sentido de voto entre a votação na generalidade e nesta sexta-feira. “Mostraram serem mulheres sem coluna vertebral e sem consciência”, considera.

A co-adopção foi chumbada com 112 votos contra de deputados do PSD e do CDS.

O jurista foi o autor do artigo “Carta aberta ao presidente da JSD e seus compagnons de route”, publicado no Público, onde condenava a posição da juventude do PSD sobre a proposta da realização do referendo à adopção e à co-adopção e que teve grande repercussão dentro do partido.

2 comentários

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    Ana Rita 15.03.2014 19:26

    "O centro da questão é este - qual o superior interesse da criança? É essa a questão que deve orientar a decisão do tribunal de menores, questão que não se coloca a nível de o casal ser hetero ou homossexual."

    É isto, é isto mesmo, disse tudo o que tinha de ser dito aqui. Você sabe o que realmente interessa: a felicidade e o desenvolvimento psicológico saudável das crianças.

    Mas a felicidade e o desenvolvimento psicológico saudável não depende de noções sobre o que é natural ou não natural. Aliás, se fossemos apenas seguir práticas naturais, a maioria das crianças que existem hoje no mundo teria morrido antes mesmo do primeiro mês de vida. Muitas crianças, por exemplo, precisam de transfusões de sangue o que não é natural e algumas religiões até consideram este procedimento um atentado à integridade da alma humana. Você sabe o que é importante e não é o natural ou não natural, é a felicidade e o desenvolvimento psicológico saudável das crianças.

    E isso pode ser avaliado por psicólogos que, baseados no conhecimento de estudos que se têm feito sobre esta questão, podem dizer se há diferença, ou não, significativa em ter dois pais e duas mães ou um pai e uma mãe. E para isso, leia o que a Ordem dos Psicólogos escreveu sobre o assunto. Se não acreditar na qualidade dos Psicólogos Portugueses e conseguir ler em inglês, pode ler a opinião dos Psicólogos Americanos, ou ainda as revisões de literatura feitas pelo Governo Canadiano ou pelo Governo Australiano.
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