Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

“Uma lésbica não poderia hoje recusar-se a participar na votação da co-adopção”

Uma das reacções mais duras ao chumbo da co-adopção no Parlamento veio de um militante do PSD. Carlos Reis, que foi vice-presidente e director do gabinete de estudos do PSD e presidente da distrital de Lisboa do partido, apontou críticas à “hipocrisia” do CDS e à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

“O CDS mete-me nojo e causa-me escândalo moral. A hipocrisia de um Partido Político que é liderado por um homossexual mas que vota a favor da continuidade da discriminação de famílias e da orfandade forçada de crianças ultrapassa a minha capacidade de verbalização”, escreveu Carlos Reis no seu perfil de Facebook. O mesmo responsável também criticou a segunda figura do Estado Português. “Também me causa repulsa o papel ignóbil da Presidente Assunção Esteves: uma lésbica não poderia hoje recusar-se a participar naquela votação”, refere a propósito da parlamentar eleita pelas listas do PSD e agora presidente da Assembleia da República. A presidente do Parlamento pode votar, apesar raramente exercer esse direito. Assunção Esteves e o líder do CDS Paulo Portas nunca disseram em público qual a sua orientação sexual.

Carlos Reis apontou ainda o dedo às duas deputadas do PSD que alteraram o seu sentido de voto entre a votação na generalidade e nesta sexta-feira. “Mostraram serem mulheres sem coluna vertebral e sem consciência”, considera.

A co-adopção foi chumbada com 112 votos contra de deputados do PSD e do CDS.

O jurista foi o autor do artigo “Carta aberta ao presidente da JSD e seus compagnons de route”, publicado no Público, onde condenava a posição da juventude do PSD sobre a proposta da realização do referendo à adopção e à co-adopção e que teve grande repercussão dentro do partido.

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Joana Costa 15.03.2014 03:14

    Segundo esse ponto de vista as crianças que estão a ser criadas só pela mãe e a avó, ou pelo pai e tio tem de ser retirada dessas famílias porque é preferível estarem num orfanato do que terem pessoas do mesmo sexo a cria-las. Vamos então impedir as mães solteiras de criarem os filhos porque não tem uma figura paternal a educar as crianças. As crianças ficarão muito mais equilibradas e completas num orfanato.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 15.03.2014 12:26

    Gostei!
    Tanta mãe solteira que se desunha a criar o filho(a) sozinha! Se tiver a ajuda da mãe tem muita sorte!
    E quem se tem preocupado com isso?
    Quantos orfanatos ou casas Pias existem neste país? É que mesmo sendo uma má solução não chegam para as encomendas!

    Porque é que um ou uma homossexual é obrigado(a) a assumir a sua condição? Tem tanto direito de não assumir como os que assumem na boa!
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 15.03.2014 21:26

    Desde quando a Casa Pia de Lisboa é uma má solução?
    Sou e serei sempre ganso e com muito orgulho.
    A gloriosa Casa Pia de Lisboa desde a sua fundação tem dado muitos e bons dos seus filhos ao pais
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.