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Vídeo de Lorenzo e Pedro em Lisboa é notícia um pouco por todo o mundo

Lorenzo and Pedro news Lisbon Reaction to Gay Coup

Bastaram 24 horas para o vídeo de Lorenzo e Pedro de mãos dadas nas ruas de Lisboa se tornasse um fenómeno mundial. O vídeo, que tinha como objectivo medir o grau de homofobia dos lisboetas, tem sido destacado pelos média internacionais depois de experiências semelhantes terem obtido resultados bastante diferentes em Moscovo, Kiev e, mais recentemente, em Jerusalém.

A notícia publicada este Domingo no dezanove.pt obteve mais de 300 partilhas e 50 mil visualizações no Facebok.

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Depois da notícia no dezanove.pt a história do casal gay português chegou aos sites de informação do país: RTP, TVI24, TSF, DN, Semanário SOL, Dinheiro Vivo, Move Notícias e Jornal I. Nas secções de comentários há bastantes comentários positivos sobre esta demonstração pública de afectos, mas também vários exemplos de ódio e homofobia. Durante o dia Lorenzo e Pedro tiveram tempo de responder a bastantes comentários. Destacamos alguns:

comentários homofobicos dezanove.jpg

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Mas o casal de youtubers, que protagoniza os episódios semanais do Sexy Funny Kitchen, foi também notícia em vários sites internacionais. PinkNews, Gay Star News, TÊTU, no Guia Gay de São Paulo, no Guia Gay de Floripa, Queerty, LGBT Nation e Towleroad são apenas alguns exemplos.

O site Gay Star News diz que este exemplo nos traz de volta a fé na humanidade. 

Já o PinkNews faz manchete da reacção dos jovens: a experiência deu-lhes mais orgulho do país em que vivem. Lorenzo e Pedro são citados por  consideraram a atitude dos lisboetas como “extraordinariamente positiva”.

A francesa TÊTU destaca na sua versão online que esta experiência social mostra que “o nível de aceitação da homossexualidade em Portugal é muito bom”. E lança a pergunta: para quando o mesmo numa cidade francesa?

O Guia Gay de Floripa e de São Paulo apontam a naturalidade com que o casal foi tratado nas ruas de Lisboa.

No site Towleroad sucede-se os elogios dos leitores ao vídeo bem como à cidade de Lisboa.

O Queerty remata assim a notícia sobre a experiência do casal português: “So let’s all move to Lisbon.”

E no Twitter o vídeo foi sugerido por um utilizador ao Turismo de Portugal. A resposta? Um retweet.

Em apenas um dia Lorenzo e Pedro viram o vídeo “Reaction to Gay Couple in Portugal Social Experiment“ alcançar as 130 mil visualizações. E continua a somar.

 

Paulo Monteiro

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Filipe 14.08.2015 02:24

    Nestas coisas os portugueses são curiosos e paradoxais.

    Eu cresci numa cidade algarvia. As cidades algarvias são todas pequenas e mesmo em Faro dentro de certos meios ou zonas toda a gente se conhece. Todo o Algarve deve ter 350 mil algarvios e 50 mil estrangeiros. As cidades e as vilas são portanto pequenas... mas com muitos estrangeiros, imigrantes, pessoas de Lisboa e do Norte, e retornados.

    Ora com o tempo apercebi-me de algo. Se uma mulher estrangeira, residente ou de férias, tem um caso fora da relação, ou tem vários namorados em poucos anos... é aceite e toda a gente continua a gostar dela. Mas se uma portuguesa ou pior uma algarvia é mais fogosa já é p*t* na boca do povo.

    O mesmo sucede com os gays. Havia casais gays de estrangeiros e lésbicas na zona. As pessoas não falavam com desdém, com nojo. Sendo estrangeiros, era aceite. Mas se fosse um português ou pior, um algarvio, a assumir-se, caía o Carmo e a Trindade. Bullying escolar, e em algumas escolas bem agressivo, bullying por parte dos professores, descriminação na família, solidão, comentários na rua, olhares de troça, agressões na noite. Há 20 anos era assim. Agora mudou bastante, mas a diferenciação continua. Se for um estrangeiro, é aceite e ignorado. Se for português, a conversa já é outra.

    Ora isto tudo para chegar a este ponto: estando Lisboa cheia de turistas, é possível que para muita gente este casal... fosse das Américas ou do UK... portanto se são estrangeiros.. é normal...

    Há 20 e há 30 anos no Algarve aceitava-se e ignorava-se quando um homem estrangeiro se depilava ou se vestia de modo mais fashion. Quando uma mulher estrangeiro ia para o bar beber cervejas e falar com os homens. Quando um estrangeiro usava brincos, tinha tatuagens e penteados exóticos. Mas se fosse um português, ou um algarvio da terra? Vinha a discriminação, o boato, a troça.

    Sabem quem quebrou um pouco esta mentalidade? Foram os retornados. O primeiro casal de lésbicas assumidas a aparecer na minha terra vinha de Angola. E o primeiro gay a assumir-se e a viver com outro homem, por ventura médico, também era retornado.

    Experimentem andar de mão dada... mas com uma camisola a dizer «eu sou português».

    Acrescento que a sociedade algarvia é um poço de hipocrisia. Não conheço local com tanta prostituição encapotada e tanta traição no casamento como aquela região. Há terriolas com menos de 3000 habitantes com a sua casa de alterne para os homens traírem as mulheres com prostitutas. E também abunda a prostituição masculina.
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