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Vittoria Schisano é a primeira mulher transexual a ser capa de uma Playboy

Vittoria Schisano.jpg

Depois de, em Novembro de 2015, a revista de Hugh Hefner ter anunciado que iria deixar de publicar fotografias de mulheres nuas, a Playboy não deixa de surpreender. Pela primeira vez na sua história, uma mulher transexual é capa de uma das suas revistas. A actriz italiana Vittoria Schisano, de 32 anos, faz a capa deste mês de Fevereiro da Playboy Itália.

Playboy Itália Fev 2016_1.tif

Vittoria Schisano nasceu Giuseppe em Pomigliano D’Arco, Nápoles. Mudou-se para Roma ainda jovem, em 1998, para prosseguir os estudos. Após terminar os estudos em representação, estreou-se no telefilme “Mio Figlio” (2005) na Rai Uno. A televisão pública italiana decidiu transformar o argumento numa mini-série, “Io e mio figlio – Nuove storie per il commissario Vivaldi” (2010). Ainda como Giuseppe, Vittoria encarna a mesma personagem, tendo obtido bastante sucesso. Em 2011, afirma publicamente que se irá submeter a uma mudança de reatribuição de sexo porque não reconhece a imagem do homem que vê. Confessou na altura que a parte mais complicada foi explicar à sua mãe, mas esta acabou por compreendê-la.

Playboy Itália Fev 2016_3.jpg

De então a 2015 submeteu-se às várias cirurgias que um processo desta natureza acarreta. No final do mês de Março completou o processo ao fazer a sua vaginoplastia. Vittoria descreveu no seu Facebook todo o processo como "A dor mais bela do mundo", acrescentando: "Cortei com o passado e com o que resta da minha vida anterior. Cumprimento-me a mim mesma e a Giuseppe, que ainda está em mim. Agora posso gritar que nasceu Vittoria, grito a plenos pulmões, não só para mim, mas para todos aqueles que não podem fazê-lo". "Se não gosta da sua vida... mude-a", disse. Concluindo que "’Vittoria’ foi o nome que escolhi, um nome que carrega consigo um significado que diz tudo, finalmente sinto-me viva, como uma adolescente que enfrenta a vida pela primeira vez e observa tudo com entusiasmo, paixão e alegria de viver”.

Não é a primeira vez que uma revista italiana traz à capa a visibilidade LGBT de forma positiva. O ano passado a revista desportiva SportWeek colocou na sua capa dois jogadores de rugby a darem um fogoso beijo

 

Fotos: Playboy Itália

Luís Veríssimo

3 comentários

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    Anónimo 10.02.2016 17:28

    Roberta Close não foi capa da Playboy.
    Tinha uma "chamada de capa" conforme se pode ver pelo link http://images.virgula.uol.com.br/2015/03/01-361x479.jpg
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    Merry Alvezeras 10.02.2016 20:57

    Tudo depende do que se considera se capa da Playboy, pois, por acaso, Roberta Close até foi capa da Playboy Especial de 1984 (edição brasileira de maio, se não me engano) e antes de se submeter à cirurgia de redesignação sexual

    1) http://extra.globo.com/famosos/as-dez-capas-mais-polemicas-da-revista-playboy-8853509.

    Em 1990, já depois de se submeter à cirurgia de redesignação sexual, é que apareceu como chamada de capa tal como foi referido.
    De qualquer modo não vejo a suprema importância da diferença entre ser capa ou chamada de capa numa "revista masculina" que, por sinal, até é ótima a nível de leitura. O que vejo é que Roberta Close além de lindíssima é corajosa e inteligente.
    Sem ofensa, mas num mundo de gente provinciana e tola, tomara muitos (heteros ou lgbt's) e - principalmente - muitos (alegados) machos terem metade da sua (dela) inteligência e coragem.
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